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domingo, 18 de setembro de 2011

Até quando triunfarão as nulidades?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Até quando triunfarão as nulidades?

Cicero e Rui: indignados!
Tudo que é escrito em Latim fica sensacional - tem um jeitão incrível de verdade. Vejam, por exemplo, este texto de Marco Tulio Cicero, século I antes de Cristo. : "Quousque tandem, Catilina, abutere nostra patientia? Quamdiu etiam iste tuus furor nos eludet? Ad quem finem audacia effrenata sese iactabit?" (tradução: "- Até quando, ó Catilina, tu abusarás da nossa paciência? Ainda por quanto tempo teu rancor nos enganará? Até que ponto tua desenfreada audácia dirá bravatas contra nós?"). Cicero estava "bicanca" com um certo Lucius Sergius Catilina. Melhor dizendo, um errado Lucius Sergius Catilina, sujeitinho viciado, ambicioso, cruel, dissimulado, sacripanta. Imbecil de pai, mãe e parteira, Catilina não conseguiu vislumbrar outro caminho para alcançar o poder que não fossem os meandros da traição, da conspiração, do puxa-saquismo, da intriga, cizânia e outras mazelas morais. Mas bateu de frente com a estatura moral de Cicero. Pois bem, a história é longa: Cícero, por causa de sua dignidade numa república corrupta, acabou sendo considerado "inimigo do estado" e, certo dia, ao deixar a sua casa, foi capturado. Herenius cortou-lhe a cabeça e as mãos; a esposa de Marco António cuidou, ela mesma, de arrancar-lhe a língua. Assim, os catilinas da vida continuaram abusando da nossa paciência. Ora, então, vejamos: Em 1923 de nossa era, no Brasil, Rui Barbosa desesperou-se diante de uma plêiade de "catilinas" e pronunciou veemente discurso no parlamento. Tratava-se do "Caso Satélite", uma chacina de marinheiros presos a bordo do navio "Satélite", na Capital Federal. A autoria do crime foi apurada mediante depoimentos dos assassinos confessos. Mas o assunto começou a cair no esquecimento tendendo à impunidade. (Conhecemos bem essa história, não é mesmo?) Quatro anos depois dos inquéritos, Rui Barbosa fez um requerimento solicitando informações sobre o caso. Mexeu em caixa de marimbondos e, como era de se esperar, o ilustre jurista e maçom esbarrou na força do poder e no direito da força. Em 17 de dezembro de 1914 pronunciou o célebre discurso no Senado Federal do qual geralmente só se conhecem poucas palavras. Vejam, em resumo, o que disse o nosso Rui: (...) “A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. A sua grande vergonha diante o estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais. A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vem nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. (...) Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos hoje com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente. E nessa destruição geral das nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolva um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem, mas que ninguém tem coragem e apontá-lo à opinião pública, de modo que a justiça possa exercer a sua ação saneadora e benfazeja. Mas, Sr. Presidente, nesta eliminação monstruosa do sentimento jurídico e da ação judicial nesse desenvolvimento rapidamente crescente do princípio de irresponsabilidade, dominando o princípio da responsabilidade – que é o princípio fundamental das instituições republicanas – porque a República é o governo dos homens sujeitos à lei, debaixo de uma responsabilidade inevitável, por seus atos (...) Que é o que vos peço diante infelicidade nacional, Srs. Senadores? Venho a esta tribuna trovejar contra algum inocente? Pedir alguma cabeça à justiça? Venho pedir alguma vingança? Quero alguma desforra afrontosa inspirada por sentimentos apaixonados? Absolutamente. Eu venho implorar a abertura dos tribunais para o julgamento desse inqualificável atentado – e, antes de tudo, a abertura do grande tribunal da opinião pública pelo conhecimento desses papéis, que ninguém hoje pode ter interesse em esconder, senão os culpados, ainda vivos, dessas atrocidades inomináveis (...) Não quero falar no Sr. Marechal Hermes, no ex-Presidente da República; todos o indigitaram como o maior dos responsáveis nesse fato; até onde podem chegar, nas suas averiguações, as diligências particulares, o que de todos os fatos, apurados até hoje, parece decorrer inquestionavelmente, é que o fato do Satélite resultou das instruções dadas pelo Presidente da República e o Ministro da Justiça ao oficial comandante do destacamento, que acompanhou aquela expedição. Nessa afirmação concorrem todos os que sobre esses fatos se pronunciaram. Poderia eu entrar em circunstâncias particulares, que alguma luz sobre este acontecimento ainda viria derramar, mas não o quero fazer, neste momento.” (...) Basta, Srs. Senadores. É a hora do voto. Mas, antes, de o dardes, recolhei-vos, escutai a voz de Deus, e, se houverdes de negar justiça ao sangue que por ela clama aos céus, lembrai-vos que ainda nos restará, para nossa vingança, para a nossa desforra, para o nosso triunfo, a justiça dos vossos remorsos, a justiça da opinião, a justiça da Providência, a quem não escapam os que escaparem à da sua consciência e à do horror de seus semelhantes.” - [Obras Completas de Rui Barbosa. “Discursos Parlamentares”. Vol. 41, t. 3, 1914, p. 69-97.]
- Felizmente para nós, o Irmão Rui Barbosa não teve a cabeça cortada nem a língua arrancada. Mas, em 1921, "enjoado da política", e pleno de dignidade (e indignação), renunciou à cadeira de senador. Depois recusou um projeto dos congressistas que desejavam conceder-lhe lhe uma "premiação em dinheiro". Rui olhou para eles de cima e disse com bom sotaque bahiano: "A consciência me atesta não estar eu na altura de galardão tão excepcional".

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CPI DA CORRUPÇÃO.


Deputados e Senadores do Estado do ES que ainda não apoiaram a CPI DA CORRUPÇÃO.

Os Deputados e Senadores DO ES na relação abaixo, ainda não tinham (até 07/09/11) se comprometido com o POVO dando o seu voto para abrir a CPI para investigar a CORRUPÇÃO na Administração Pública.
Estes políticos não vão querer manter seus nomes nesta relação abaixo?

Convido o POVO brasileiro para que NÃO VOTE nas próximas eleições nos políticos que não apoiarem esta CPI em favor da ÉTICA.

Basta de CORRUPÇÃO.

Brasileiros, entrem no site e votem.

A união faz a força.


DEPUTADOS QUE AINDA NÃO ASSINARAM. CONVENÇA-OS!
SÃO NECESSÁRIAS, NO MÍNIMO, 171 ASSINATURAS DOS DEPUTADOS.
LISTA EM ORDEM ALFABÉTICA POR ESTADO
NOME PARLAMENTAR
PARTIDO
UF
TELEFONE
CORREIO ELETRÔNICO

85
PSB
ES
3215-5574
86
PMDB
ES
3215-5469
87
PDT
ES
3215-5383
88
PSC
ES
3215-5223
89
PMDB
ES
3215-5801
90
PDT
ES
3215-5313
91
PSB
ES
3215-5839
92
PMDB
ES
3215-5946
93
PDT
ES
32155812

NOME PARLAMENTAR
PARTIDO
UF
TELEFONE
CORREIO ELETRÔNICO






  
SENADORES QUE AINDA NÃO ASSINARAM. CONVENÇA-OS!
SÃO NECESSÁRIAS, NO MÍNIMO, 27 ASSINATURAS DE SENADORES
NOME PARLAMENTAR
PARTIDO
UF
TELEFONE
CORREIO ELETRÔNICO

21
PT
ES
3303-1129
22
PR
ES
3303-4161
23
PMDB
ES
3303-6590

sábado, 3 de setembro de 2011

ORÇAMENTO NACIONAL

Uma frase com 2064 anos...
“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado.
As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridadesdeve ser moderada e controlada.
Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência.
As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.” 
 Marcus Tullius Cícero - Roma, 55 a.C


A história nos ensina como devemos tratar a coisa pública.
Politicamente, o orçamento (Federal, Estadual ou Municipal) é a mola mestre do direcionamento da gestão pública e o mesmo não pode ser manipulado para atender os desejos partidários e ou pessoal do político.
Não pode ter arranjos para manipular a utilização da verba.
O orçamento tem que estar direcionado ao objetivo maior da Nação, do seu progresso com o bem estar do POVO.
Quando será que os nossos políticos irão parar de ver a si próprio e começar a governar pensando no Estado, na Nação com o seu Povo?
Se os atuais políticos não querem mudar o seu comportamento, se envolvendo nos desvios ou protegendo os envolvidos, cabe ao POVO dar um basta nisto.
POVO BRASILEIRO, não eleja os políticos envolvidos com a Ficha Suja, com a falta de Ética, com os desvios do erário público.
Tenham coragem, e exijam dentro dos seus Partidos nomes mais Probos para se candidatarem.
Não troque o seu VOTO por um benefício. Não corrompa os seus candidatos para que eles também não venham a corromper o seu mandato.
Vamos iniciar esta limpeza pelos Vereadores e Prefeitos, e em seguida os Deputados Estaduais, Federais, Senadores e Presidente.
VIVA O BRASIL COM DEMOCRACIA E LIBERDADE. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Por um BRASIL mais ético.

Sou brasileiro com muito orgulho e AMO a minha PÁTRIA.
Só não posso é ficar calado perante tantos desvirtuamentos que os políticos estão fazendo.
A cada dia um novo escândalo é apresentado à nação, e para superar o que está na mídia é apresentado outro. Em uma sucessão de escândalos.
O nosso Congresso está infiltrado de péssimos Políticos, e os poucos bons estão sendo anulados pela gritaria dos corruptos.
A imoralidade está reinando no Congresso e no Executivo.
O Executivo acreditando na máxima que o “povo brasileiro é corruptor e corruptível” investe na “compra” do Legislativo acenando com cargos e distribuindo conforme o apoio e força da Legenda.
Os Três Poderes que deveriam ser independentes, segundo a nossa Constituição e os princípios Democrático, estão sendo conduzidos pelo Executivo e este pela força de alguns poucos Políticos que são os “donos” de seus Partidos. 
A ingerência do Executivo no Legislativo está elevada e espero que o nosso Judiciário também não esteja corrompido com os favores dos cargos.
Os partidos não divulgam o seu programa já que não o seguem.
O POVO brasileiro necessita mudar está situação. O POVO é quem elege os seus representantes, e portanto tem que ter poder para tirar os maus representantes.
Não é necessário fechar o Congresso para mudar, como alguns defendem. Democraticamente pelo voto temos que mudar a estrutura do Legislativo e do Executivo.
Os pacifistas necessitam se unir e agir.

O momento exige que os homens de bem tenham a mesma audácia dos canalhas.”Benjamin Disraeli”.

Conclamo o povo para se unir em torno de um ideal, da ética, para colocar um basta nesta situação de caos político que vivemos.
Não podemos ver a continuidade do ditado popular antigo: “ENQUANTO OS POLÍTICOS DORMEM O BRASIL CRESCE”.
Até quando isto será uma realidade?
Até quando iremos ver Leis e Programas sociais serem feitos com o intuito maior de atender as necessidades políticas e não a real necessidade do POVO e da nossa NAÇÃO.
Quando teremos um Legislativo que realmente exerça a sua função de LEGISLAR e FISCALIZAR?
Quando teremos prefeitos e governadores que cumpram a sua função básica, de governar para POVO, cuidando da EDUCAÇÃO, MORADIA, SANEAMENTO, SEGURANÇA, SAÚDE E TRABALHO.
Na próxima eleição diga não aos políticos de comportamento indigno com o mandato eleito.
Só assim teremos um futuro melhor, democrático e justo.
Avante Brasil.

rgio L. B. Capovilla