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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lei do silêncio - ROMULO BINI PEREIRA


Lei do silêncio - ROMULO BINI PEREIRA


O Estado de S.Paulo - 12/05/12


Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.

Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.

Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.

No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores - alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário - já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.

No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos - assassinatos, atentados, roubos e sequestros - também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a "derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado", e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.

O segundo fato se refere aos incidentes ocorridos na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, tão chocantes e tão esclarecedores para todos os militares. Chocantes porque velhos soldados, ilustres chefes, instrutores, professores e outros de carreira e vida exemplares foram insultados e agredidos por uma turba de radicais com atitudes e impropérios usados pelos grupos extremistas das décadas de 60 e 70. E esclarecedores porquanto demonstraram que o ódio ideológico e o fanatismo estão novamente presentes em nosso país. Tanto que disse um dos seus líderes: "Somos marxistas radicais". Seu ideário, seus métodos de atuação e seus ídolos são os mesmos das organizações extremistas do passado. Fazem uso até mesmo de ações de intimidação radicais, como o "escracho", de modo idêntico aos trotskistas e aos nazistas nas décadas de 20 e 30. Segundo seus integrantes, suas ações visam a defender a "honra" do nosso país perante a comunidade internacional. Definitivamente, não são aptos para tal defesa. A continuar dessa forma, a citada turba poderá vir a ser um celeiro para novos Araguaias.

Esses dois fatos atingiram frontalmente os objetivos da Lei da Anistia. A concórdia e o entendimento foram atitudes adotadas somente pelas Forças Armadas. Em oposição, um segmento sectário e minoritário demonstrou intransigência e intolerância totalitária para com os militares.

Eles não assumiram seus atos e erros. Talvez para criar uma nova História, na qual seus integrantes sejam os grandes heróis. Talvez para justificar as ações de seus líderes no emprego de jovens em aventuras quixotescas de tomada do poder pela via armada, ou, então, a legitimação das 20 mil indenizações pagas por seus ideais revolucionários.

Não será possível mais aceitar que os "anos de chumbo", expressão de origem italiana tão decantada por esses segmentos minoritários, sejam debitados somente aos atos das nossas Forças Armadas. Na Itália não houve anistia e terroristas estiveram presos por muitos anos. O caso Cesare Battisti, de rumorosa repercussão mundial, exemplifica o desiderato do governo italiano em punir os que optaram pela luta armada. As organizações extremistas brasileiras estavam sossegadas na selva do Araguaia ou nos aparelhos urbanos, algumas nos conventos dominicanos. E assistiram a tudo pacificamente, com uma única exceção: as vítimas de sua autoria, algumas assassinadas barbaramente e outras justiçadas covardemente. Que regime teria sido imposto ao nosso país caso vingasse o ideário radical dessa minoria?

Neste contexto, a palavra dos chefes militares está se fazendo necessária e será um contraponto a possíveis atitudes e ações deletérias, como as agressões no Clube Militar. O que nós, militares, defendemos não é indisciplina ou qualquer conluio, nem quebra dos princípios democráticos. Uma palavra que não signifique um "mea culpa" ou um pedido de perdão. Estivemos, no período da guerra fria, em combate bipolarizado, no qual os extremistas foram banidos em todo o mundo em razão de seu objetivo totalitário e único: a ditadura do proletariado. Correremos riscos, mas eles são inerentes ao processo democrático e à nossa profissão.

Não se admite mais este silêncio reinante. Nas redes virtuais, pela simples leitura de manifestos e artigos oriundos da reserva de nossas Forças Singulares se percebe que estamos num ponto crítico. A nossa autoestima está em visível declínio, agravada por outros fatores, entre eles os baixos salários de nossos subordinados. Dissensões poderão surgir, pois a reserva expressa em muito o pensamento dos soldados da ativa. Possíveis perturbações ou rupturas em nossas Forças trarão repercussões indesejáveis para o nosso país. Não é possível mais calar. A lei do silêncio deve ser quebrada.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ADESG - XXVI CEPE DE VITÓRIA - DISCURSO DE FORMATURA - 12-11-2011


ADESG - XXVI CEPE DE VITÓRIA 
DISCURSO DE FORMATURA 12-11-2011

SAUDAÇÕES:
1)     Ricardo Antonio Bergman – Delegado da ADESG ES
2)     Coronel Augusto Massad Gomes da Silva – Cmte 38 BI
3)     Capitão de Mar e Guerra Rogério Paulo Val de Araújo – Capitão dos Portos em Vitória.
4)     Capitão de Corveta Luiz Afonso de Castro – Imediato da EAMES
5)     Reitor da UVV – Manoel Ceciliano Salles de Almeida.
6)     Elias Moyses Cauê – Governador do Distrito 4410 – Rotary Club
7)     Aloysio Geraldo Tavares da Silva – Delegado Honorário da Adesg/ES.
8)     Sérgio Capovilla – Presidente da ACORES
9)     Capitão tenente Nelson Coelho – Diretor da ADESG
10)Carlos Alberto de Rocha Pádua – Coordenador do CEPE XXVI
11)João Torezani – Diretor da Adesg
12)Dra. Cláudia Torres Sasso – Promotora de Justiça.
13)Diretores, Adesguianos, Senhores e Senhoras.

Não é pequena a emoção que me submete neste momento. Primeiro por representar um grupo muito especial; segundo pela gratidão que todos sentimos em relação àqueles que nos acompanharam nesse período de formação, com muita dedicação e carinho. Terceiro pela oportunidade de construir em nossas mentes e corações uma doutrina que nos faz diferente. Tenho certeza que antes do curso mesmo para os mais experientes havia um sentimento, mas hoje qualquer convicção foi aperfeiçoada.

A visão da pátria e a consciência do bem da nação são objetivos da Escola Superior de Guerra que contagia as ADESGUES por todo território nacional. Sobre essas estratégias é que como estagiários nos debruçamos nos últimos meses.

Fazer-me entender pelas palavras, mesmo que rápidas, todo envoltório de significação que se impõe é a minha difícil missão nesta noite, mas a ela me dedico com transparência.

O som mais extraordinário que existe é o da voz humana. Não existe som mais alto no mundo que o da voz humana quando se diz a verdade. A convivência com a verdade assegura a liberdade, porquanto conhecereis a verdade e a verdade vos libertara.

Quando nos apoiamos nesse paradigma estabelecemos um perfeito encontro entre verdade e razão porque o lógico da verdade está dentro dos limites da razão; não adiantam sofismas, não adiantam retóricas fáceis para macular a verdade das virtudes. Se as virtudes não forem mantidas através dos tempos o que se colherá será a anarquia, o desrespeito e uma completa inversão de valores.

Aristóteles com relação à felicidade assim se manifestou: “A felicidade não é alcançada pelos prazeres, mas sim por uma vida virtuosa”. Vida virtuosa é vida de virtudes e as virtudes devem ser escalonadas nos limites da legalidade e da verdade.

O percurso do que é virtuoso não é fácil, mas se desejamos ao final desfrutar da felicidade a opção está nos caminhos da virtude. Quem faz uma opção diferente embrenhando-se pelos desvios das facilidades no contexto social pensa que engana a todos e até a sim mesmo, mas a nação pensante está atenta esperando uma voz de comando para restabelecer a ordem dos costumes.

Carl Jung sobre os sonhos assim disse: “O homem que olha para fora pode sonhar, mas aquele que só olha para dentro está morto”.

O Brasil vive sob o impacto do “só levar vantagem em tudo”. Essa perversa doutrina impede o homem de olhar além de si mesmo, e assim ele só observa o seu interesse. Quem assim faz imagina-se absoluto e auto-suficiente ignorando que somente pela visão do bem coletivo é que podemos desfrutar de harmonia e felicidade.

A cultura do eu tem pervertido os costumes e lançado na desgraça milhões de pessoas através do mundo. Não importa o eu, não importa somente o bem de uma família, mas sim a estabilidade de todas as famílias porque elas são as células da pátria.

Ilustração da Professora:

(Em uma região dos Estados Unidos, uma professora morava em uma cidade e dava aula em outra; diariamente ela se deslocava usando o trem como transporte; embarcava e sentava-se em seu lugar, fechava a janela para não ver a região desértica e feia do lado de fora; abria sua bolsa e se ocupava em fazer tricô durante toda a viagem. Um dia ela tomou uma decisão: comprou sementes de plantas e flores diversas e começou a lançar pela janela durante sua viagem. Um dia sentava-se do lado direito e no outro do lado esquerdo. Ao final de algum tempo a natureza respondeu e aquela região tornou-se esplendida; flores brotaram e plantas de diversos matizes, com essa recuperação a fauna também retornou e o ambiente ficou de uma beleza extraordinária. Agora ela não mais fazia tricô e não mais fechava a janela porque ficava durante toda a viagem apreciando os resultados de sua iniciativa. Os outros passageiros que vinham de lugares mais distantes admiravam-se diante da diferença que viam naquela região e se perguntavam o porquê dessa diferença. Percebendo essas admirações ela alegrava-se silenciosamente, mas consciente que sua iniciativa fazia bem a todos).

Essa ilustração muito embora advinda de um fato real nos traz uma forma emblemática. O trem representa a nossa vida a professora e os outros  passageiros desse trem somos nós e o panorama externo, é a visão da pátria convivendo com o estilo democrático.

Como devemos vivenciar nossa viagem? Fechando nossas janelas, fazendo tricô e apenas aguardando chegar às estações de nossos interesses? Se assim fizermos à pátria continuará desolada do lado de fora.

Não importa de que lado do trem estamos assentados até porque a noção de esquerda e direita no campo político é uma geometria importada que talvez em algum tempo da história tenha sido interessante, mas agora os modelos radicais foram aniquilados pelos interesses corporativos, perderam suas cores originais e para incautos só servem como maquiagem dogmática inadequada.

Impõe-se em nossa viagem a capacidade de iniciativa por mais simples que seja em viver uma vida cidadã saudável, contribuista e participativa. O bem de uma cidade ou de uma nação começa no individual para se expandir no coletivo. Se cada um fizer o seu papel os frutos serão vistosos porque a natureza e a providencia de DEUS se manifestará.

No panorama externo desse trem da vida temos do lado de fora passando velozmente a pátria operada pela ferramenta da democracia. Mas qual democracia está vigorando?

PRESSUPOSTOS DEMOCRÁTICOS

“A raiz da democracia na sociedade contemporânea precisa ser rediscutida”

Justificativa:
Não tenho dados históricos suficientes para apontar em que momentos e em que lugares a idéia de democracia afastou-se de seu objetivo fundamental; essa deturpação aconteceu inúmeras vezes e em inúmeros lugares do mundo gerando uma criatura dissimulada para servir de ferramenta, nas mãos de pessoas que se apresentam junto às massas populares com discursos persuasivos de grande motivação e impacto. Mas essa pesquisa histórica perde importância para a realidade constatada; é essa realidade democrática que desejamos?

A palavra Democracia vem do grego (demo+kratos); Demo quer dizer povo e a palavra (κράτος = krátos), quer dizer (força, poder). Com essa conjugação de palavras e suas significações estabeleceu-se o princípio governamental em que o poder e a força é do povo, vem do povo e está com o povo que por um periodo outorga a alguem, mas continua sendo do povo.

A ideia de Nação supera a ideia de Estado; Nação é o povo que tem o poder; o Estado é a máquina a serviço da nação e o governo é o operador temporário dessa máquina, o executor do poder da Nação. Não pode existir Estado sem Nação, porque o Estado existe dentro da nação e sua função é serví-la. O Estado brasileiro só pode existir a serviço da Nação brasileira e não o contrário. O Estado constituido por pessoas delegadas é temporário, mas a nação é uma realidade constante. Os objetivos fundamentais da Nação devem ser os alvos dos objetivos de Estado e dos objetivos de governo. O principal objetivo da Nação é o bem de todos.

Quando o Estado se torna déspota a Nação não vive uma democracia; quando o Estado se transforma em um peso para a Nação decorrente de sua estrutura aumentada e incompetente a Nação sofre a inversão de sua força e isso também não é democracia.

A Nação é constituida por todos que nela habitam: capazes e incapazes. Os capazes são os gestores da Nação que elegem pessoas igualmente capazes para administrar seu patrimonio e os serviços nacionais. É dever do grupo capaz estejam eles como eleitores ou como eleitos cuidar e zelar pelo bem e desenvolvimento de todos.

A origem grega da democracia onde as polis se reuniam no areópago constituindo uma Iglesias, pressupõe que todos os que ali compareciam estavam dotados da capacidade de decidir as propostas sociais que eram apresentadas pelos seus representantes.

O universo eleitoral nacional está hoje constituído em sua totalidade por capazes? É dever do Estado dotar todos de capacidade decisória. A capacidade decisória não é um fenômeno limitado ao plano político, mas principalmente alcança a vida pessoal e é desse conjunto de capacidades que uma nação revela sua produção e riqueza. A capacidade do Brasil não está só no seu solo, em suas reservas financeiras ou em riquezas naturais, está muito mais na capacidade latente do povo brasileiro que se for desenvolvido certamente mostrará seus resultados.

A complexidade das relações comerciais e dos sistemas que envolvem toda a sociedade exige desta, capacidade de maior discernimento para conviver com decisões que abordem planos ou estratégias mais sofisticadas. Viver hoje e a cada dia em um mundo cercado por tecnologias obriga seus cidadãos a orientações que vão muito além das teclas de um celular; As soluções sociais não acontecem sem estratégias pragmáticas, exeqüíveis e bem planejadas. Alcançar e compreender isso exige das pessoas um mínimo de capacidade nas decisões de suas vidas. Sem esse mínimo de capacidade o indivíduo se deixa levar por shows eleitorais, simpatias pessoais e outras formas de persuasão e até pressão.

Todas as tendências pedagógicas reconhecem que a informação, seja acadêmica ou outra qualquer tem o condão de esclarecer, instruir, capacitar o individuo para melhor decidir seu destino. Pessoas que por desinteresse ou desassistência do Estado não alcançam esse mínimo de informação constituem-se em grupos sem capacidade mínima do exercício democrático.

O direito pessoal é uma conquista. Quando o ser humano nasce se constitui em direito de viver, prosperar e ser protegido pelo Estado em suas necessidades elementares. Quando o ser humano desenvolve maior capacidade de se perceber em sociedade adquire também a capacidade de escolher; escolha profissional, pessoal e política.


DEMOCRACIA E VALOR DEMOCRÁTICO

Assim como a idéia de democracia está ligada diretamente à idéia de capacidade, a idéia de decisão está ligada diretamente à idéia de valor. Não existe decisão sensata buscando o pior ou o menor valor; quem assim o faz revela que não tem capacidade para decidir. Decisão tomada por quem não tem capacidade logo não tem valor. Quem insiste num processo que outorga direito de decisão para quem não tem essa capacidade é cúmplice na desvalorização da democracia traindo sua principal raiz.

Os grupos que na cultura grega foram classificados para não disporem do direito de decisão social, não o foram pela motivação preconceituosa; mas sim levando em consideração a importância do valor da decisão para o destino social das polis.

Então os criadores da democracia desenharam uma raiz projetando para nós nos dias de hoje um retrato nítido da proposta que hoje trazemos vinculando democracia à capacidade de decisão e esta a noção de valor.

Não se pode quebrar uma cadeia de comando; aliás, preciso concluir para eu mesmo não quebrar isso neste momento.

Nos primórdios da criação DEUS determinou um comando ao homem: Crescer e multiplicar-se. O homem vem invertendo essa ordem em vez de crescer tem se multiplicado e com isso abandonado a prioridade do crescimento. Toda vez que uma ordem é invertida o resultado é a desordem e a anarquia.

O lema positivista que ostenta a bandeira brasileira “ORDEM E PROGRESSO, nos induz a consideração da importância de observarmos um sentido de ordem para podermos colher progresso. Não colheremos progresso com as inversões de valores que diariamente vemos pela sociedade brasileira. Ambiente escolar de intrigas, violências e tumultos e sem nenhuma noção cívica; ambiente familiar em desarmonia pela quebra da hierarquia familiar, uma sociedade com nervos a flor da pele gerando tragédias no convívio social pelos motivos mais absurdos.

Não colheremos progresso se palácios forem construídos para um povo descalço; não colheremos progresso se este não for estendido a todos em suas necessidades elementares; não colheremos progresso sem que exista uma educação eficiente ministrada por professores bem preparados e remunerados; não colheremos progresso enquanto as defesas nacionais não forem bem equipadas e operadas por força humana igualmente prestigiada. Não colheremos progresso quando a justiça deixa de ser o parâmetro da verdade encolhida pelo direito legislado pelas conveniências e interesses corporativos. Não podemos esquecer que nem tudo que é direito é justo, portanto entre a justiça e o direito a cadeia de comando nos aconselha optar pela justiça.

A começar por mim, muda coração para que sejamos todos um em um grito solene da nação, não a eterna nação do futuro, mas a do presente porque o trem da vida não se destina apenas as gerações futuras, mas é justo que atenda as gerações atuais.

Não quero ficar a toa na vida debruçado numa janela mesmo ao lado de um grande amor, só para ver a banda passar. O Brasil do presente só será bom no futuro se hoje partirmos para uma ação conjunta que restabeleça o ordenamento de valores e cada um cumpra com o seu dever nos limites de sua realidade, seja ela pequena ou grande, seja subordinada ou de domínio.

Meu estímulo nesta noite é para que não mais fechemos nossa janela em nossa viagem, não mais façamos tricô ignorando o inóspito que passa do lado de fora, mas busquemos nas mais simples iniciativas a contribuição para o BRASIL DO PRESENTE.

A valorização da família e a recuperação da sua mais absoluta hierarquia certamente redundará no bem da nação porque só existirá nação forte se suas famílias forem fortes e bem organizadas.

Muito obrigado.

domingo, 13 de novembro de 2011

PRESIDENTE DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO - DR. ROBERTO IRINEU MARINHO

PRESIDENTE DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO

DR. ROBERTO IRINEU MARINHO

Quem lhe escreve esta carta conheceu seu pai. Jantou na casa dele; estivemos juntos, em conversa, na Vila Militar, em Deodoro; naquela época, comandava este a Brigada Escola e foi subordinado do grande e ínclito chefe, general Euclydes Figueiredo.  Ampliou seus conhecimentos, na própria sede das Organizações O GLOBO (jornal), quando tirou o Curso de Comunicação Social, no Forte do Leme.
        Hoje, sou  um general de divisão reformado e com 87 anos, lúcido e que ainda luta por um BRASIL digno e honesto e não aceita assistir ao País ser roubado por uma quadrilha que se apossou do PODER, não para resolver os problemas do povo, mas, para tirar proveito e locupletar-se com o dinheiro público. De logo, cito a escritora DUONG THU HUONG  que, no livro maravilhoso - NO ZÊNITE - bem diz da canalhice esquerdista em todo o mundo. Diz ela: “a coisa mais importante e mais decisiva nessa mudança (VIETNÃ) é que na mata todos tinham se engajado por uma causa, dispostos a sacrificar a vida. Hoje, vivendo confortavelmente em palácios, cercados por exércitos de empregados e guarda-costas, vocês perderam a grandeza de alma de homens honestos. A riqueza e a glória transformaram o homem em animal doméstico”. 
Compare com o nosso esquerdismo, vivendo nos Morumbi da vida e tomando whisky de 15 anos e com mulheres novas, cheirosas e bonitas. Faça, pelo menos, este favor.

Encontro-me chocado. Ontem, dia 27 de outubro de 2011, estava assistindo ao JORNAL NACIONAL, quando é jogada ao ar a notícia, que o Senado acabava de aprovar -  A COMISSÃO DA VERDADE. Até aí, nada de mais. O grave veio depois. Na continuação da notícia é explorado o julgamento de oficiais do Exército Argentino e problema com o Exército Uruguaio, tentando, subliminarmente, fazer com que o povo brasileiro pense que o nosso Exército, também, é composto de facínoras e assassinos. Quanta ignomínia lançada, maldosamente, ao ar, com o fim exclusivo de tornar, ainda mais turvo o pensamento, principalmente, dos nossos compatriotas, menos esclarecidos! ! ! Não é a GLOBO DE ROBERTO MARINHO.

Quando dialogava com seu pai, ouvia sempre preocupações com o destino do nosso País. Ele não era homem de mentir, assim penso. Via cores negras para o nosso futuro. Sabia da infiltração, nos meios de comunicação de gente da esquerda, e, neste fatídico dia 27, tudo e tudo foi confirmado.

O senhor deve saber mais do que este - estamos à beira de um colapso moral. Bandidos de ontem estão tomando conta do governo.  Estes escândalos semanais não são nada mais do que a destruição da sociedade brasileira, para que eles (comunistas) possam tomar o PODER.

A família brasileira está destruída. Não somos mais brasileiros do querido Brasil e sim um amontoado de brancos, negros, índios, dos sem terras e com terra, dos sem tetos e com tetos, dos bolsa- famílias e sem bolsa-famílias, etc.  As Universidades não estão a formar  o cidadão. A mulher “subiu”; mas, n'algumas vezes, para que isto acontecesse, ela “desceu”, rolando pelas escadarias de uma sociedade em decomposição.

O senhor deve conhecer quem é a camarilha que toma conta do governo atual. Deve saber o senhor, e muito bem, da declaração do seqüestrador PAULO DE TARSO VENCESLAU, quem mudou de cara,  quem está envolvido com dinheiro (dólar) na cueca, quem matou em Santo André, quem fatiou com maldade brutal, um pobre miserável na guerrilha do Araguaia, chamado João Pereira,  quem esmagou a coronhada a cabeça do Tenente da Polícia Militar  Mendes Junior, quem explodiu uma bomba no QG do II.  Ex. etc. Para nossa infelicidade, se o senhor não tiver conhecimento de nada disso,  estamos  mesmo, perdidos,  e a TV do senhor  irá defender ladrões da coisa pública.

No dia 28, no Bom Dia Brasil, veio o atual senador Aloysio Nunes Ferreira pregar mentira, quando, deveria encontrar-se preso, por ser assaltante do trem pagador. Se ele fosse um pé-de-chinelo da vida estaria preso, mas, como é comunista e ladrão, e o nosso povo, em sua maioria, ainda não sabe eleger seus legisladores, acaba chegando a senador da república.  Pobre Senado. Onde ele gastou o dinheiro roubado? Deve ter sido nos cabarés de PARIS para onde fugiu. Agora, vem dar uma de democrata, quando era motorista do senhor Carlos  Marighella, autor da CARTILHA DO GUERRILHEIRO URBANO.  Não leu? Só um pouco: “Este é o núcleo doutrinado e disciplinado com uma estratégia de longo alcance e uma visão tática consistente com a aplicação da teoria Marxista, dos desenvolvimentos do Leninismo e Castro—Guevaristas, aplicados às condições específicas da situação revolucionária. Este é o núcleo que dirigirá a rebelião à fase da guerra de guerrilha.” Este é um dos democratas da guerrilha que lutou contra a sociedade  brasileira.

Nas nossas conversas, o seu pai batia palmas por ter a sociedade brasileira e as Forças Armadas evitado uma desgraça, em 1964. Temos certeza de que o senhor sabe disso. Longe, muito longe, a idéia de acreditarmos que a TV GLOBO tenha se vendido por dinheiro. Seria a destruição de toda uma história construída pelo seu progenitor. É o que afirmam e, se é verdade, fechemos as portas e fujamos para outra parte do mundo, onde a vida humana tem valor.

A Argentina já tem sua Imprensa livre comprometida. Na Venezuela já não existe e, se a nossa já se vendeu, como falam -  e  este não acredita -  pois, amamos a LIBERDADE E POR ELA LUTAMOS JUNTO  COM ROBERTO " e os que mudam de caras, “democratas”, mas choram, quando  abraçam FIDEL.

A América Latina será um continente a sofrer a desgraça de um sistema, onde o coletivo será tudo e a pessoa humana, nada. Já estamos dando guarida a bandidos condenados, no exterior, praticamos crime hediondo quando não respeitamos os DIREITOS HUMANOS, como no caso dos dois atletas cubanos e assistimos a nossa TV GLOBO dando guarida a notícias que subliminarmente destroem o que de mais sagrado temos, no nosso País, ainda, as Forças Armadas.

Heitor de Paola, que em 1964 era comunista e que depois viu a desgraça onde vivia e esteve preso, no 23º BC, em Fortaleza, no seu livro – O EIXO DO MAL LATINO-AMERICANO - mostra com clareza que a esquerda luta pelo enfraquecimento da IGREJA CATÓLICA, enfraquecimento dos partidos da Elite, sucateamento das Forças  Armadas. Tenho certeza de que o senhor sabe muito bem disso e na próxima eleição, tudo será feito para a conquista das principais  capitais e cidades brasileiras. Dinheiros público e particular não faltarão, pois eles sabem usar a máxima: “O FIM JUSTIFICA OS MEIOS”.  E o que dizer do APARELHAMENTO DO ESTADO em benefício do PARTIDO E DA IDEOLOGIA?

Ainda, aproveitando Heitor de Paola, transcrevo de seu livro o que falam ou falaram alguns comunistas:

a.      “primeiro tomaremos o Leste da Europa, depois as massas da Ásia. Então, cercaremos a América, última fortaleza do capitalismo. Nem precisamos atacar. Ela cairá no nosso colo, como uma fruta podre”. LENIN

b.     “Eu disse a Fidel, assumo o compromisso de continuar na luta, tua batalha interminável, e tu não irás agora. Não! Eu sei! Homens como Fidel terminam sacrificando sua vida, como Cristo”. Hugo Chavez

c.“Primeiro temos que dar a impressão de que somos democratas. No  início temos que aceitar certas coisas. Mas isto não durará muito  tempo”. Marco Aurélio Garcia

Eles lutam por aquilo que acreditam. O que me revolta e  o que me preocupa, é que, os democratas não querem acreditar na desgraça que está chegando, nem lutam pela democracia. Eu já não estarei entre os vivos para assistir a degola que fizeram em todas as partes do mundo. Será que o senhor não sente que a TV GLOBO não vai ser autorizada a funcionar quando eles dominarem o PODER? Os senhores são burguesia, capitalismo, exploradores do povo e fazem parte da “ELITE”  que explorou o índio,  o preto, o operário e que  agora, eles, salvadores da Pátria, estão roubando, não para eles,  mas para o PARTIDO que dará a todos a felicidade que merecem.

        Estamos terminando. NÃO VOU COLOCAR NA INTERNET. Irei apenas enviar para os meus superiores.
        Caso, o senhor algum dia responda esta carta, o que esperamos, pelo menos explique-me o que de MAL O EXÉRCITO BRASILEIRO FEZ AO BRASIL?

        SALVAR A NAÇÃO DA DITADURA DO PROLETARIADO FOI O NOSSO ERRO?

Com os meus respeitos

GEN. DE DIV. REF. FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
COORDENADOR DO GRUPO GUARARAPES

PS: Com muito orgulho o GRUPO GUARARAPES aprovou o documento, na Sessão de 1 de novembro de 2011.

domingo, 18 de setembro de 2011

Até quando triunfarão as nulidades?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Até quando triunfarão as nulidades?

Cicero e Rui: indignados!
Tudo que é escrito em Latim fica sensacional - tem um jeitão incrível de verdade. Vejam, por exemplo, este texto de Marco Tulio Cicero, século I antes de Cristo. : "Quousque tandem, Catilina, abutere nostra patientia? Quamdiu etiam iste tuus furor nos eludet? Ad quem finem audacia effrenata sese iactabit?" (tradução: "- Até quando, ó Catilina, tu abusarás da nossa paciência? Ainda por quanto tempo teu rancor nos enganará? Até que ponto tua desenfreada audácia dirá bravatas contra nós?"). Cicero estava "bicanca" com um certo Lucius Sergius Catilina. Melhor dizendo, um errado Lucius Sergius Catilina, sujeitinho viciado, ambicioso, cruel, dissimulado, sacripanta. Imbecil de pai, mãe e parteira, Catilina não conseguiu vislumbrar outro caminho para alcançar o poder que não fossem os meandros da traição, da conspiração, do puxa-saquismo, da intriga, cizânia e outras mazelas morais. Mas bateu de frente com a estatura moral de Cicero. Pois bem, a história é longa: Cícero, por causa de sua dignidade numa república corrupta, acabou sendo considerado "inimigo do estado" e, certo dia, ao deixar a sua casa, foi capturado. Herenius cortou-lhe a cabeça e as mãos; a esposa de Marco António cuidou, ela mesma, de arrancar-lhe a língua. Assim, os catilinas da vida continuaram abusando da nossa paciência. Ora, então, vejamos: Em 1923 de nossa era, no Brasil, Rui Barbosa desesperou-se diante de uma plêiade de "catilinas" e pronunciou veemente discurso no parlamento. Tratava-se do "Caso Satélite", uma chacina de marinheiros presos a bordo do navio "Satélite", na Capital Federal. A autoria do crime foi apurada mediante depoimentos dos assassinos confessos. Mas o assunto começou a cair no esquecimento tendendo à impunidade. (Conhecemos bem essa história, não é mesmo?) Quatro anos depois dos inquéritos, Rui Barbosa fez um requerimento solicitando informações sobre o caso. Mexeu em caixa de marimbondos e, como era de se esperar, o ilustre jurista e maçom esbarrou na força do poder e no direito da força. Em 17 de dezembro de 1914 pronunciou o célebre discurso no Senado Federal do qual geralmente só se conhecem poucas palavras. Vejam, em resumo, o que disse o nosso Rui: (...) “A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. A sua grande vergonha diante o estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais. A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vem nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. (...) Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos hoje com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente. E nessa destruição geral das nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolva um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem, mas que ninguém tem coragem e apontá-lo à opinião pública, de modo que a justiça possa exercer a sua ação saneadora e benfazeja. Mas, Sr. Presidente, nesta eliminação monstruosa do sentimento jurídico e da ação judicial nesse desenvolvimento rapidamente crescente do princípio de irresponsabilidade, dominando o princípio da responsabilidade – que é o princípio fundamental das instituições republicanas – porque a República é o governo dos homens sujeitos à lei, debaixo de uma responsabilidade inevitável, por seus atos (...) Que é o que vos peço diante infelicidade nacional, Srs. Senadores? Venho a esta tribuna trovejar contra algum inocente? Pedir alguma cabeça à justiça? Venho pedir alguma vingança? Quero alguma desforra afrontosa inspirada por sentimentos apaixonados? Absolutamente. Eu venho implorar a abertura dos tribunais para o julgamento desse inqualificável atentado – e, antes de tudo, a abertura do grande tribunal da opinião pública pelo conhecimento desses papéis, que ninguém hoje pode ter interesse em esconder, senão os culpados, ainda vivos, dessas atrocidades inomináveis (...) Não quero falar no Sr. Marechal Hermes, no ex-Presidente da República; todos o indigitaram como o maior dos responsáveis nesse fato; até onde podem chegar, nas suas averiguações, as diligências particulares, o que de todos os fatos, apurados até hoje, parece decorrer inquestionavelmente, é que o fato do Satélite resultou das instruções dadas pelo Presidente da República e o Ministro da Justiça ao oficial comandante do destacamento, que acompanhou aquela expedição. Nessa afirmação concorrem todos os que sobre esses fatos se pronunciaram. Poderia eu entrar em circunstâncias particulares, que alguma luz sobre este acontecimento ainda viria derramar, mas não o quero fazer, neste momento.” (...) Basta, Srs. Senadores. É a hora do voto. Mas, antes, de o dardes, recolhei-vos, escutai a voz de Deus, e, se houverdes de negar justiça ao sangue que por ela clama aos céus, lembrai-vos que ainda nos restará, para nossa vingança, para a nossa desforra, para o nosso triunfo, a justiça dos vossos remorsos, a justiça da opinião, a justiça da Providência, a quem não escapam os que escaparem à da sua consciência e à do horror de seus semelhantes.” - [Obras Completas de Rui Barbosa. “Discursos Parlamentares”. Vol. 41, t. 3, 1914, p. 69-97.]
- Felizmente para nós, o Irmão Rui Barbosa não teve a cabeça cortada nem a língua arrancada. Mas, em 1921, "enjoado da política", e pleno de dignidade (e indignação), renunciou à cadeira de senador. Depois recusou um projeto dos congressistas que desejavam conceder-lhe lhe uma "premiação em dinheiro". Rui olhou para eles de cima e disse com bom sotaque bahiano: "A consciência me atesta não estar eu na altura de galardão tão excepcional".

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tribos da Amazônia exigem o direito de mineração.


Mais  detalhes sobre o absurdo que se comete contra a nossa  soberania  e que o povo  brasileiro desconhece. 

 Tribos da Amazônia exigem o direito de mineração. É o primeiro passo rumo à independência política, econômica e administrativa.
Carlos Newton - segunda-feira, 12 de setembro de 2011

 Demorou, mas acabou acontecendo, como era mais do que previsível. As tribos indígenas da chamada Amazônia Legal, que detêm cerca de 25% do território brasileiro de reserva ambiental onde é proibida atividade econômica, estão mobilizados para defender a mineração nessas áreas de preservação. E não se trata de um movimento brasileiro, mas de caráter internacional.

Representantes de etnias do Brasil, da Colômbia, do Canadá e do Alasca preparam uma “carta declaratória” aos governos brasileiro e colombiano, reivindicando os direitos indígenas à terra e o apoio à mineração.

“Solicitamos ao Estado brasileiro a aprovação da regulamentação sobre mineração em territórios indígenas, porque entendemos que a atividade legalmente constituída contribui com a erradicação da pobreza”, diz o documento ao qual a Folha de S. Paulo teve acesso.

A mineração em terras indígenas é debatida desde a Constituição de 1988, que permitiu a atividade nessas áreas, caso regulamentadas. O projeto de lei nº 1.610, que trata dessa regulamentação, está em tramitação no Congresso desde 1996.

Mas este é apenas o primeiro passo. Quando se fala em tribos indígenas, na verdade está se tratando de um movimento internacional muito poderoso, integrado pelas mais de 100 mil ONGs nacionais e estrangeiras que atuam na Amazônia. A reivindicação da extração mineral é apenas a ponta do iceberg. Os índios querem mais, muito mais.

Com a progressiva ocupação da Amazônia, a partir do período colonial as tribos foram se afastando, subindo os afluentes do Rio Amazonas, para ficarem o mais longe possível dos colonizadores. Resultado: por questões geológicas, as terras mais altas que hoje as tribos ocupam são justamente onde estão localizadas as mais ricas jazidas minerais da região.

As tribos na verdade estão exigindo que o Brasil reconheça e obedeça os termos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. O Brasil em 2007 assinou esse tratado da ONU, que reconhece a independência administrativa, política, econômica e cultural das chamadas nações indígenas, mas depois se arrependeu e não quer cumprir as determinações do documento.

Se o governo brasileiro já estivesse cumprindo os termos do tratado, as tribos nem precisariam estar reivindicando o direito de mineração em suas respectivas reservas, porque seriam países independentes, onde nem mesmo as Forças Armadas brasileiras teriam o direito de entrar, segundo os incisivos termos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que está disponível a todos na internet, mas poucos se interessam em ler.

O tratado foi assinado pelo Brasil no governo Lula, quando Celso Amorim era ministro das Relações Exteriores. O fato de o Brasil ter aceitado sem ressalvas o acordo internacional, que foi rejeitado por vários países, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Rússia e Argentina, é um dos motivos do baixo prestígio de Celso Amorim junto à cúpula das Forças Armadas.

http://www.tribunadaimprensa.com.br/

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CPI DA CORRUPÇÃO.


Deputados e Senadores do Estado do ES que ainda não apoiaram a CPI DA CORRUPÇÃO.

Os Deputados e Senadores DO ES na relação abaixo, ainda não tinham (até 07/09/11) se comprometido com o POVO dando o seu voto para abrir a CPI para investigar a CORRUPÇÃO na Administração Pública.
Estes políticos não vão querer manter seus nomes nesta relação abaixo?

Convido o POVO brasileiro para que NÃO VOTE nas próximas eleições nos políticos que não apoiarem esta CPI em favor da ÉTICA.

Basta de CORRUPÇÃO.

Brasileiros, entrem no site e votem.

A união faz a força.


DEPUTADOS QUE AINDA NÃO ASSINARAM. CONVENÇA-OS!
SÃO NECESSÁRIAS, NO MÍNIMO, 171 ASSINATURAS DOS DEPUTADOS.
LISTA EM ORDEM ALFABÉTICA POR ESTADO
NOME PARLAMENTAR
PARTIDO
UF
TELEFONE
CORREIO ELETRÔNICO

85
PSB
ES
3215-5574
86
PMDB
ES
3215-5469
87
PDT
ES
3215-5383
88
PSC
ES
3215-5223
89
PMDB
ES
3215-5801
90
PDT
ES
3215-5313
91
PSB
ES
3215-5839
92
PMDB
ES
3215-5946
93
PDT
ES
32155812

NOME PARLAMENTAR
PARTIDO
UF
TELEFONE
CORREIO ELETRÔNICO






  
SENADORES QUE AINDA NÃO ASSINARAM. CONVENÇA-OS!
SÃO NECESSÁRIAS, NO MÍNIMO, 27 ASSINATURAS DE SENADORES
NOME PARLAMENTAR
PARTIDO
UF
TELEFONE
CORREIO ELETRÔNICO

21
PT
ES
3303-1129
22
PR
ES
3303-4161
23
PMDB
ES
3303-6590